FORTALEZA — A professora universitária Isorlanda Caracristi cobra esclarecimentos sobre a morte da filha, Isabelle Caracristi, de 22 anos, em Fortaleza. A estudante de Direito morreu na noite do domingo, 13, no endereço onde vivia com o namorado, João Munhoz, e a família dele. As circunstâncias ainda são desconhecidas.
O corpo foi encontrado na área externa do condomínio, no bairro de Aldeota, e levado ao Instituto Médico-Legal. Isorlanda afirma que só recebeu a notícia no começo da tarde da segunda-feira seguinte, por meio da síndica do prédio. Segundo ela, Munhoz a bloqueou no telefone e no Instagram quando tentou localizar a filha.
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso. A corporação informa que analisa imagens de câmeras e já colheu depoimentos de quatro pessoas; outras quatro ainda serão ouvidas. O laudo pericial do corpo tem prazo para outubro.
Relato da mãe
Em vídeo publicado na sexta-feira, Isorlanda relata que passou o final de semana com Isabelle, que estava com torcicolo. Na noite de domingo, recebeu uma última mensagem da filha, que estava com o namorado e parentes dele: “Mãe, eu te amo”. Depois disso, não houve mais comunicação.
A professora também descreve preocupações com o relacionamento. Ela afirma que Munhoz, de 33 anos, começou a namorar Isabelle menos de dez dias depois de chamá-la para trabalhar na área dele em um escritório. A mãe relata ainda que o namorado tentou entrar em uma consulta ginecológica, pediu para usar o cartão de crédito da estudante para pagar uma cirurgia e teria falado em abrir uma empresa no nome dela.
Isabelle havia deixado a casa da mãe no domingo para participar de uma missa e de uma procissão com Munhoz e a família dele. Segundo Isorlanda, os parentes do namorado não fizeram contato com ela nem compareceram ao enterro. “Eu preciso de respostas”, disse a professora.
A Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará pediu apuração com celeridade, rigor técnico, diligência e perspectiva de gênero. O escritório onde os dois atuavam informou que Munhoz exercia exclusivamente atividades administrativas e deixou de prestar serviços à empresa. Isabelle trabalhou no local por aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando pediu desligamento por razões pessoais.



