A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial será divulgada na segunda-feira, 21 de setembro, após o julgamento no Supremo Tribunal Federal relacionado ao caso Moraes-Vorcaro. O levantamento avaliará se a crise na Corte altera a decisão dos eleitores e voltará a medir um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
As entrevistas serão realizadas entre 17 e 20 de setembro, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em abordagens pessoais e domiciliares. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.
Cenários eleitorais
Lula será comparado, em simulações de segundo turno, com Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Os entrevistados poderão escolher um candidato, votar em branco ou nulo, declarar que não votarão ou dizer que ainda não decidiram.
No primeiro turno, a Quaest fará inicialmente uma pergunta espontânea. Em seguida, apresentará uma lista estimulada com 13 nomes: Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. Também haverá opções para branco ou nulo, abstenção e indecisão.
O questionário perguntará se o voto já está definido ou ainda pode mudar até a eleição. A Quaest também medirá quem os eleitores acreditam que vencerá a disputa presidencial.
STF e Banco Master
Um dos blocos investigará se os eleitores tomaram conhecimento da sessão do STF em que ministros trocaram acusações e divergiram publicamente sobre a condução de casos ligados às investigações do Banco Master. Depois, os entrevistados responderão se o episódio reforça a escolha atual, estimula uma mudança de voto ou não interfere na decisão.
A pesquisa também perguntará qual grupo teve a imagem mais prejudicada pelo caso Banco Master: Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal, governo Lula e políticos do PT, Banco Central, governo anterior e família Bolsonaro ou todos eles. Será possível responder espontaneamente que nenhum desses grupos foi afetado.
Rejeição e avaliação do governo
A Quaest atualizará o conhecimento, o potencial de voto e a rejeição dos 13 candidatos. Para cada nome, o eleitor poderá dizer que não o conhece, que poderia votar nele ou que não votaria nele de jeito nenhum.
Outro bloco avaliará a aprovação do governo Lula, sua classificação como ótima, boa, regular, ruim ou péssima e a comparação com a administração de Jair Bolsonaro. As perguntas também tratarão da variação dos preços dos alimentos no último mês e do efeito do aumento de produtos e serviços sobre a renda familiar.
O levantamento perguntará ainda se provoca mais medo a volta da família Bolsonaro ao poder ou um novo mandato de Lula. As respostas poderão indicar medo dos dois ou de nenhum. A posição política será medida em uma escala que inclui lulista, bolsonarista, esquerda, independente e direita.
A rodada anterior ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro e mostrou Flávio Bolsonaro com 42% contra 40% de Lula em um cenário de segundo turno, resultado dentro do empate técnico pela margem de erro de 2 pontos percentuais. No primeiro turno, Lula tinha 36%, e Flávio, 31%.



