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Crise no Supremo piora avaliação de Lula sem ampliar apoio a Flávio

Pesquisa Quaest mostra queda na aprovação do governo, empate entre Lula e Flávio no segundo turno e rejeição elevada ao senador.

Crise no Supremo piora avaliação de Lula sem ampliar apoio a Flávio

A crise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes amplia o desgaste do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, mas não aumenta o apoio eleitoral a Flávio Bolsonaro. A pesquisa Quaest mostra queda na aprovação da gestão federal, empate entre os dois em uma simulação de segundo turno e rejeição elevada ao senador.

A aprovação do governo recua de 45% para 43%, enquanto a desaprovação passa de 48% para 50%. A diferença de sete pontos percentuais entre os indicadores é a maior desde abril, quando a avaliação negativa superava a positiva por nove pontos.

O levantamento é realizado durante o período de maior repercussão das suspeitas sobre as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apresentadas pelo ministro André Mendonça. Desde a rodada de 2 de setembro, não há outro acontecimento de impacto semelhante mencionado na análise dos resultados.

Flávio não converte crise em votos

A corrupção também ganha espaço entre as principais preocupações dos entrevistados. Em cinco dias, o tema sobe de 14% para 20%. A mudança é explorada pela oposição para associar Lula às denúncias envolvendo Moraes.

Flávio leva o caso para o centro de seu discurso durante o ato de 7 de Setembro na Avenida Paulista, em São Paulo. O senador promete encerrar o que chama de “consórcio Lula/Moraes”. O deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa, afirma: “Temos duas faces de uma mesma moeda, Lula e Alexandre.”

A manifestação reúne 28,5 mil pessoas, conforme estimativa da Universidade de São Paulo, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e da organização More in Common.

Na simulação de primeiro turno, Lula e Flávio perdem um ponto percentual cada um. O presidente aparece com 36%, contra 29% do senador. No segundo turno, os dois registram 41%, repetindo o empate observado em março. Lula perde um ponto percentual a cada rodada desde julho.

Rejeição permanece elevada

A rejeição de Flávio permanece em 55% desde julho. A de Lula está em 53%. Entre eleitores independentes, o senador alcança 32% no segundo turno, enquanto 40% estão indecisos, pretendem votar em branco ou nulo ou não comparecer.

Augusto Cury oscila de 10% para 8% no primeiro turno e permanece em terceiro lugar. Entre os independentes, chega a 17%. Do total de entrevistados, 52% dizem não saber quem ele é. Pablo Marçal, que está inelegível, não altera significativamente as simulações em que aparece.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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