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Reajuste do Bolsa Família não muda apoio a Lula entre beneficiários, diz pesquisa

Levantamento BTG/Nexus aponta 64% para Lula entre beneficiários ou moradores com beneficiários, mesmo percentual da rodada anterior.

Reajuste do Bolsa Família não muda apoio a Lula entre beneficiários, diz pesquisa
Foto: /Divulgação

O reajuste do Bolsa Família não alterou a intenção de voto em Luiz Inácio Lula da Silva entre pessoas que recebem o benefício ou moram com algum beneficiário. Na pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 21, Lula aparece com 64% das preferências no primeiro turno, mesmo percentual registrado na rodada anterior.

A pesquisa anterior foi divulgada em 14 de setembro, antes do anúncio do reajuste. A rodada atual ouviu os eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro, depois de o governo informar, na quinta-feira, 17, o aumento de 15,04% no programa.

Intenção de voto entre os beneficiários

Flávio Bolsonaro aparece com 17% entre beneficiários ou pessoas que vivem com beneficiários. Na rodada anterior, ele tinha 20%. A pesquisa ressalta que as variações precisam ser analisadas considerando a margem de erro e o tamanho das subamostras. Por isso, não é possível atribuir ao reajuste uma mudança específica no comportamento eleitoral.

Entre entrevistados que não recebem o Bolsa Família e não vivem com beneficiários, Lula registra 36%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 40%. O levantamento mostra, assim, diferença entre os dois grupos, mas não estabelece relação de causa e efeito entre o reajuste e a escolha eleitoral.

A aprovação do governo também não avançou na comparação entre as rodadas. O índice oscilou de 47% para 46%, e a desaprovação passou de 49% para 50%. Na avaliação qualitativa, as classificações ótimo e bom foram de 37% para 35%, enquanto ruim e péssimo passaram de 44% para 46%.

Valores e metodologia

O reajuste de 15,04% corresponde à inflação acumulada pelo INPC desde 2023. O piso do Bolsa Família passará de 600 para 691 reais. O benefício médio, segundo estimativa oficial, subirá de cerca de 675 para 777 reais.

O governo estima impacto fiscal de 27,8 bilhões de reais entre 2026 e 2027: 5,8 bilhões neste ano e aproximadamente 22 bilhões no próximo.

A 15ª rodada da pesquisa ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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