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Rebeca Ramagem faz campanha nos EUA com totens no Rio de Janeiro

Candidata do PL recebeu R$ 1,5 milhão do partido e teve registro mantido pelo TRE-RJ por 5 votos a 2.

Rebeca Ramagem faz campanha nos EUA com totens no Rio de Janeiro

Candidata do PL à Câmara dos Deputados, Rebeca Ramagem conduz a campanha eleitoral dos Estados Unidos, enquanto totens de papelão com imagens dela e do marido, Alexandre Ramagem, circulam por atividades no Rio de Janeiro. As ações presenciais são coordenadas por antigos assessores do ex-deputado.

Rebeca vive nos Estados Unidos com Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo sobre a trama golpista e considerado foragido da Justiça brasileira. O endereço atual da candidata não foi informado.

“Do exílio a que a perseguição empurrou a minha família, a oito horas de voo do Rio”, afirmou Rebeca. Ela disse que não escolheu fazer a campanha à distância e declarou que pretende retornar ao Brasil caso seja eleita.

Totens e financiamento

Os totens reproduzem o casal em tamanho real e aparecem em eventos eleitorais e nas redes sociais de candidatos do PL no Rio. No lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do estado, no Maracanãzinho, as figuras foram exibidas ao lado de Fernanda Bolsonaro.

Um adesivaço previsto para a Tijuca foi cancelado por causa do mau tempo. A equipe também usa camisas com fotos do casal e a expressão “Faça Justiça”. Rebeca afirma realizar reuniões virtuais com eleitores.

O PL destinou R$ 1,5 milhão à campanha. Alexandre Ramagem também aparece com frequência nas redes sociais da candidata.

A Procuradoria Regional Eleitoral questionou o registro por suposto vínculo com organização criminosa. Durante o julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, o desembargador Paulo Cesar Salomão criticou a participação de Ramagem na divulgação da candidatura e afirmou: “Um sujeito foragido fazendo campanha para uma candidata”.

Registro mantido

O TRE-RJ deferiu a candidatura por 5 votos a 2. Rebeca chamou a manifestação do desembargador de “acusação grosseira” e disse que o caso foi analisado “pela capa”.

Ramagem teve a prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após deixar o Brasil. Ele recebeu condenação de 16 anos e um mês de prisão no processo da trama golpista.

Rebeca afirma não responder a processos. Segundo ela, suas contas foram bloqueadas e houve busca e apreensão por determinação de Moraes quando viajou aos Estados Unidos para encontrar o marido no fim do ano passado. A candidata diz que a família usa “as economias de uma vida de trabalho lícito”.

Procuradora do estado de Roraima, Rebeca está afastada do cargo desde o fim do ano passado. Foram acumulados períodos de férias e licença-prêmio, enquanto permanecem pendentes 45 dias de licença médica ainda não confirmados pelo órgão estadual.

Ela também relaciona o caso às controvérsias envolvendo o STF e sustenta que pode ser eleita, diplomada e empossada.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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