O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) descarta apoiar Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno e marca a rejeição do candidato do Missão a qualquer aproximação com a campanha do PL.
Em entrevista ao SBT News, Renan afirma que não pretende negociar participação ou espaço político com Flávio. “Conversa com a turma do Flávio é formação de quadrilha”, declara. Ele também diz que não se associa a pessoas envolvidas em escândalos de corrupção e que não cederia nada de sua campanha para participar de uma eventual aliança.
Referências às investigações do INSS
Ao explicar a decisão, Renan menciona imagens de Flávio ao lado do advogado Willer Tomaz e do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Os dois aparecem nas investigações relacionadas às fraudes no INSS. “Ambos pivôs centrais do escândalo do INSS”, afirma o candidato ao se referir aos dois nomes.
Flávio viaja ao exterior em 2025 acompanhado de Tomaz, que é investigado nas apurações sobre o caso. Weverton Rocha também aparece nas investigações.
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira registra Lula com 37% das intenções de voto, Flávio com 33% e Renan com 3%. Em uma eventual disputa entre Lula e Flávio, o levantamento aponta 42% para Lula e 41% para o senador. O resultado é considerado empate técnico, levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais.
No mesmo dia, Augusto Cury (Avante) também descarta apoiar Flávio em um eventual segundo turno. Cury afirma ainda que não apoiaria Lula, posição diferente da adotada por Renan, que direciona suas críticas à possibilidade de aproximação com o candidato do PL.



