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Política

Sindicalista pede que policiais não votem pela continuidade de Tarcísio

Valdir Fernandes critica salários e condições de trabalho e orienta policiais civis, militares e penais sobre a eleição para governador.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região, Valdir Fernandes, pede que policiais civis, militares e penais não votem pela continuidade do governador Tarcísio de Freitas. Em vídeo, ele critica a gestão estadual, os salários e as condições de trabalho das forças de segurança.

Fernandes afirma que os profissionais terão papel importante na escolha do próximo governador de São Paulo. Ele diz que Tarcísio prometeu, há quatro anos, melhorar a remuneração e a estrutura das polícias, mas não cumpriu os compromissos.

“Hoje, as delegacias estão caindo aos pedaços, viatura sucateada”, declara o dirigente sindical. Na avaliação apresentada por ele, os policiais civis de São Paulo estão entre o vigésimo primeiro e o vigésimo terceiro lugar na evolução salarial entre carreiras policiais do Brasil. O vídeo não informa a fonte nem a metodologia usada para chegar a essas posições.

Críticas à política salarial

Fernandes também afirma não ver perspectiva de aumento caso Tarcísio permaneça no governo. Ao se dirigir à chamada família policial, ele pede que os profissionais não desperdicem o voto e associa a continuidade do governador à manutenção do que classifica como uma das piores evoluções salariais do país.

A manifestação ocorre em meio a críticas de entidades policiais ao governo. Em fevereiro de 2026, sindicatos de diferentes carreiras da segurança pública participaram de um protesto em São Paulo contra a política salarial estadual. Durante a mobilização, manifestantes gritaram “fora, Tarcísio” e “governador mentiroso”.

O governo estadual divulga que policiais civis e militares acumulam 45,2% de reajuste entre 2022 e 2025. Entidades representativas contestam o cálculo porque o percentual inclui o reajuste de 20% concedido em 2022, ainda na gestão do então governador João Doria.

A divergência envolve tanto o percentual quanto a responsabilidade pelos reajustes. O aumento de 20% foi anunciado antes de Tarcísio assumir o governo de São Paulo. Nesse cenário, Fernandes transforma as críticas às condições de trabalho e à política salarial em uma orientação eleitoral dirigida às categorias de segurança pública.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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