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Reconstrução digital estima rosto de Homo sapiens de 315 mil anos

Crânio virtual reúne fósseis de Jebel Irhoud, no Marrocos, mas imagem não representa uma pessoa específica.

Reconstrução digital estima rosto de Homo sapiens de 315 mil anos

Uma reconstrução digital baseada em fósseis de Jebel Irhoud, no Marrocos, estima como poderiam ser alguns dos primeiros Homo sapiens conhecidos. Os restos têm cerca de 315 mil anos, mas a imagem não corresponde a uma pessoa específica.

Os pesquisadores montaram um crânio virtual com partes de diferentes indivíduos e usaram dados de humanos modernos para estimar a distribuição dos tecidos do rosto. A maior parte da face e da caixa craniana veio do Irhoud 1. A mandíbula pertence ao Irhoud 11, enquanto alguns dentes são dos exemplares Irhoud 10, 21 e 22. O crânio composto tem volume cerebral de 1.230 centímetros cúbicos, aproximadamente equivalente ao de um homem adulto moderno médio.

Fósseis e limites da imagem

Mineradores encontraram o crânio Irhoud 1 em 1961. Na época, ele foi classificado como pertencente a um Neandertal africano e recebeu estimativa de idade de cerca de 40 mil anos. A descoberta de outros restos e ferramentas de pedra em Jebel Irhoud levou à revisão da classificação.

Em 2017, uma nova análise concluiu que os hominínios eram Homo sapiens que viveram aproximadamente 315 mil anos atrás. Eles passaram a ser considerados os humanos modernos mais antigos conhecidos.

Os fósseis têm estrutura facial e dentes semelhantes aos humanos atuais, mas a caixa craniana mantém características associadas a hominínios mais antigos. Para os pesquisadores, isso indica que o cérebro continuou mudando depois de a aparência básica do rosto humano ter se estabelecido.

Foram produzidas duas versões: uma em escala de cinza e sem pelos faciais, com abordagem mais objetiva, e outra com pigmentação da pele e pelos faciais hipotéticos. Como o crânio reúne partes de indivíduos diferentes, nenhuma delas reproduz uma pessoa que tenha vivido em Jebel Irhoud.

Também não há dados diretos sobre a espessura dos tecidos moles de hominínios do Pleistoceno Médio. Por isso, os pesquisadores utilizaram referências de populações humanas modernas. O estudo foi publicado na revista Heritage e apresenta uma aproximação, não um retrato definitivo.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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