A Petrobras reajusta em R$ 1,00 o preço do litro do diesel a partir de amanhã, após o anúncio feito nesta quinta-feira (17). O aumento reduz de aproximadamente 36% para cerca de 22% a diferença entre os preços praticados pela estatal e a paridade de importação, segundo cálculos do Itaú BBA.
O subsídio do governo, porém, impede que o reajuste seja repassado às distribuidoras. Com a medida, o preço do diesel para esse segmento permanece inalterado. Na refinaria, o litro passa a custar R$ 5,42, ainda abaixo da referência internacional, na avaliação do banco.
Possibilidade de novo aumento
O Itaú BBA avalia que a Petrobras ainda precisaria elevar os preços para eliminar completamente a diferença na comparação com a média do ano. A análise considera a manutenção do subsídio atual de R$ 2,12 por litro até o fim de 2026.
“ainda seria necessário um aumento adicional de preços para fechar completamente a defasagem”, avaliou a equipe de analistas liderada por Monique Greco.
O BTG Pactual tem avaliação semelhante. O banco afirma que, se os preços internacionais continuarem próximos de US$ 170 por barril, a Petrobras poderá precisar de novos reajustes. Os analistas Marcel Zambello, Gustavo Cinha e Rodrigo Almeida citam dados da Platts segundo os quais o diesel nos portos brasileiros é ofertado com prêmio de cerca de R$ 3,10 – 3,50/litro em relação ao preço da Petrobras antes das subvenções.
Subsídio
O governo anunciou na semana passada um pacote de subsídios aos combustíveis com validade de 30 dias e possibilidade de prorrogação por igual período. Para o diesel, o desconto adicional é de R$ 1,00. A Petrobras passa a ter direito a receber R$ 2,12 por litro, pelo menos até o fim do mês, quando o subsídio atual está previsto para expirar.
O BTG estima que a subvenção adicional gere cerca de US$ 800 milhões em receitas mensais para a estatal e alcance US$ 2,8 bilhões até o fim do ano se continuar em vigor. BTG Pactual e Itaú BBA recomendam a compra de PETR4.



