Tablets atuais conseguem atender a cerca de 90% das necessidades diárias de trabalho, mas ainda não substituem completamente os notebooks. A conclusão vem de um teste prático de longo prazo realizado pelo apresentador Pedro Cipoli com o Samsung Galaxy Tab S10 Ultra.
O desempenho do hardware não aparece como obstáculo para a produtividade. A tela AMOLED de 14,6 polegadas, a autonomia da bateria e o processador permitem executar tarefas contínuas. As câmeras frontais também apresentam captação de imagem superior à de webcams integradas em notebooks convencionais durante reuniões virtuais.
"Isto aqui é um milagre da tecnologia para mim: ter tanta bateria em uma construção muito boa, quatro caixas de som e hardware potente", afirmou Cipoli.
Limitações no software
As restrições estão principalmente no sistema operacional, nos aplicativos e no gerenciamento de arquivos. O Samsung DeX tenta reproduzir uma interface de trabalho com janelas, mas depende da base Android e da adaptação de programas desenvolvidos por terceiros.
Na prática, aplicativos móveis funcionam como contêineres ajustados para telas maiores. Isso pode provocar inconsistências na renderização e na navegação. Durante o uso, um dos problemas observados foi a ativação indevida do teclado virtual mesmo quando um teclado físico estava acoplado.
Cipoli também compara o tempo de desenvolvimento das plataformas. "O DeX chegou ao público em 2017, enquanto o Windows foi lançado em 1985. Não tem exatamente como ter essa comparação, porque 40 anos são 40 anos", explicou.
O gerenciamento de arquivos do sistema móvel é outro ponto de limitação. A busca, a organização e a anexação de documentos não oferecem a mesma precisão encontrada em Windows, macOS ou Linux. Tarefas que exigem manipulação avançada de planilhas ou várias janelas sobrepostas continuam dependentes da estrutura tradicional dos notebooks.



