A CGU identificou falhas em um contrato de 20 milhões de reais do Ministério do Trabalho destinado a ações com indígenas Yanomami. O recurso foi liberado de uma só vez para uma ONG do ABC Paulista atuar na Terra Yanomami, na Amazônia.
O relatório aponta problemas no processo de seleção das entidades, na comprovação de experiência e capacidade técnica e na justificativa dos custos. Também foram registradas dúvidas sobre a impessoalidade das contratações e sobre a execução orçamentária e financeira.
De dez contratos analisados, oito foram firmados com empresas abertas por integrantes da própria ONG, conforme a CGU. Cerca de 190 000 reais já tinham sido gastos sem prestação de serviço quando o processo foi interrompido. O MPF investiga o caso.
A CGU também apontou um descompasso entre os desembolsos e a execução do objeto. Para os auditores, “tais situações elevam o risco de inexecução ou execução inadequada das ações”. O relatório afirma ainda que os resultados poderiam não corresponder, de forma passível de validação, ao que havia sido pactuado.
O contrato foi firmado no Ministério do Trabalho, comandado por Luiz Marinho. A entidade envolvida é descrita como uma organização sindical ligada ao petismo no ABC Paulista.



