A Amazônia Legal recebeu 8,72 bilhões de reais do Pronaf em 2025, o equivalente a 13,2% dos 65,89 bilhões de reais destinados pelo programa em todo o país. A participação fica abaixo do peso da região na agricultura familiar brasileira, segundo levantamento do Observatório da Amazônia, ligado ao Instituto Amazônia+21.
A região concentra 19,1% dos estabelecimentos familiares do Brasil e responde por cerca de 23,3% do valor da produção nacional da agricultura familiar. Os cálculos usam dados do Sicor, do Banco Central.
Diferença na distribuição
Se a divisão dos recursos acompanhasse a participação da Amazônia Legal no número de estabelecimentos, o repasse teria chegado a 12,61 bilhões de reais em 2025. O valor seria 3,89 bilhões de reais superior ao desembolso efetivo.
Considerando o valor da produção como parâmetro, a região teria recebido 15,38 bilhões de reais. Nesse cenário, a diferença em relação ao crédito efetivamente destinado pelo Pronaf seria de 6,67 bilhões de reais.
O Observatório da Amazônia afirma que os cálculos não são uma estimativa de demanda reprimida por crédito. O objetivo é dimensionar a distância entre o peso da agricultura familiar amazônica e sua participação nos recursos do programa.
Acesso ao programa
O levantamento também aponta que o problema é anterior a 2025. Com base no Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, apenas 21.248 dos 743.865 estabelecimentos de agricultores familiares da Amazônia Legal declararam ter acessado o Pronaf. O número corresponde a 2,86% do total.
O Censo Agropecuário de 2017 é a base mais recente disponível para medir o universo de agricultores familiares, conforme o levantamento.



