RIO DE JANEIRO — Os responsáveis pela creche para cães Pituchos da Lu, em Botafogo, na zona sul do Rio, são indiciados pela Polícia Civil por suspeita de maus-tratos contra animais. O caso é encaminhado para análise do Ministério Público.
A investigação começa após um ex-funcionário entregar às autoridades vídeos e mensagens sobre o funcionamento do estabelecimento. Entre os registros, há cenas de um homem dando tapas e chutando um cachorro, além de um cão sendo retirado à força de um cômodo.
As imagens também mostram animais presos por correntes curtas em um espaço que aparenta ser um banheiro. Outro vídeo exibe um pneu com água acumulada e larvas. O inquérito reúne relatos de ex-funcionários e tutores. Alguns donos afirmam ter recebido os animais de volta com ferimentos, enquanto outros relatam mudanças no comportamento dos cães depois das estadias no local.
Relatos e defesa
O monitor Gênesis Sousa Cardoso, que reúne parte das provas, afirma ter recebido dos próprios responsáveis orientações para conter cães que latiam. As instruções incluiriam o uso de jornais e revistas para bater nos animais.
Conversas anexadas ao inquérito registram reclamações sobre o comportamento dos cães e mensagens com orientações para agredi-los. Luana Dames, médica veterinária, e Pedro Aires Torres são chamados duas vezes para prestar depoimento, mas não comparecem.
A defesa da Pituchos da Lu nega as acusações e afirma que os vídeos divulgados foram editados ou retirados de contexto. A empresa diz que a contenção dos animais ocorria somente por períodos curtos e durante a alimentação.



