CABO FRIO — Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 12, que a divulgação das informações do Caso Master não altera sua campanha à Presidência. O sigilo da investigação foi retirado um dia antes, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante um comício em Cabo Frio, na Região dos Lagos, o senador declarou que não vê irregularidades no financiamento da cinebiografia Dark Horse. Ele disse que a produção recebeu apenas recursos privados e classificou como privada a relação mantida com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
“Eu acho que o impacto é zero [na campanha]. Está tudo aberto para quem quiser ver”, afirmou Flávio em entrevista a jornalistas. Em outro momento, disse que a publicidade dos dados funciona como um “atestado de idoneidade” e impede, na avaliação dele, que o caso continue sendo utilizado contra sua candidatura.
A apuração contra o senador foi autorizada em julho pelo ministro André Mendonça, relator do inquérito. A investigação busca esclarecer possíveis crimes ligados ao financiamento do filme. A Polícia Federal também apura a origem dos 134 milhões de reais que Flávio teria solicitado a Vorcaro e se parte desse dinheiro foi usada para bancar despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Outras apurações
O senador pediu ainda que seja aberto o sigilo da investigação sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No Caso Master, uma das linhas investigadas envolve emendas parlamentares de Mario Frias (PL-RJ), apontado como um dos responsáveis pela produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal verifica se esses recursos foram destinados a despesas do filme.
Durante o evento, Flávio voltou a criticar Alexandre de Moraes e o STF. Também atacou Lula e repetiu a associação entre o presidente e o ministro. Na abertura do comício, apoiadores entoaram “Fora Lula, Fora Moraes e Fora Paes”.


