CURITIBA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado, 12, a quebra completa do sigilo dos processos relacionados ao Banco Master. A declaração ocorreu durante um comício na Boca Maldita, no centro da cidade, em sua primeira visita a Curitiba neste mandato.
Lula criticou a condução do caso no Supremo Tribunal Federal e afirmou ter dito ao presidente da Corte, Edson Fachin, que um juiz relator não poderia divulgar apenas informações selecionadas. O presidente não mencionou nominalmente o ministro André Mendonça, relator dos processos.
Segundo Lula, a divulgação integral permitiria identificar os responsáveis por eventuais irregularidades. Ele afirmou ainda que a família Bolsonaro não escaparia das revelações e disse esperar que viessem a público episódios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, que, conforme declarou, já está preso.
No mesmo evento, Lula voltou a dizer que não protegerá o filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, caso ele seja implicado nas fraudes do INSS. O presidente declarou acreditar na inocência do filho, mas afirmou que qualquer pessoa que cometa um erro deve responder por ele.
O presidente também disse que ninguém deve ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal para ficar rico. As declarações ocorrem em meio à crise na Corte relacionada ao caso do Banco Master.
Disputa no Paraná
Uma pesquisa divulgada nesta sexta, 11, apontou Lula 16 pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro entre os eleitores do estado. No comício, o presidente esteve ao lado dos candidatos que apoia no Paraná: Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, ambos do PT, para o Senado, e Requião Filho, do PDT, para o governo.



