O ministro Gilmar Mendes questionou Luiz Fux sobre a forma como foi realizado o julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF).
Em ofício enviado a Fux no dia 11 de setembro e divulgado nesta quinta-feira, Gilmar afirmou que a sessão foi marcada logo após a decisão que determinou o afastamento. Para o ministro, as circunstâncias sugerem uma “condução indevida dos trabalhos”.
Gilmar relacionou a crítica ao princípio da colegialidade, ao dever de equidistância de quem preside um órgão judicial e à lealdade institucional entre magistrados que ocupam a mesma posição na hierarquia do Poder Judiciário.
O documento registra que essas circunstâncias não seriam compatíveis com esses três parâmetros. O episódio também foi discutido pelos dois ministros durante a sessão extraordinária do STF realizada na terça-feira.



