Flávio Bolsonaro se preparou para uma possível ação da Polícia Federal sobre o financiamento de Dark Horse, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Advogados foram contratados e ficaram de prontidão diante do temor de busca e apreensão e até de prisão, conforme informações atribuídas a aliados do senador.
A operação ocorreu em 10/09 e teve como alvos o deputado Mário Frias e Karina Gama, proprietária da produtora GoUP. Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a ação apura um esquema de uso de emendas parlamentares para direcionar dinheiro público a empresas ligadas à empresária e, possivelmente, financiar o filme.
Inquérito no Supremo
O ministro André Mendonça, também do STF, determinou a abertura de um inquérito policial para investigar a participação de Flávio, senador e candidato a presidente, em supostos crimes relacionados ao financiamento da produção. A medida foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República.
Flávio passou a ser investigado em 22 de julho, no inquérito que apura o repasse de recursos para o filme, orçado em R$ 61 milhões. O dinheiro teria sido transferido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do antigo Banco Master. A suspeita é de que a liberação tenha ocorrido a pedido do senador.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também é alvo das apurações. Ele é apontado como possível recebedor de parte dos recursos.
Ligação entre as apurações
O pedido da Polícia Federal menciona suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados, supostamente praticados no contexto do financiamento de Dark Horse junto ao Banco Master.
Desde 3 de setembro, o gabinete de André Mendonça tinha conhecimento de que Flávio Dino havia decidido sobre a operação. Na decisão, Dino classificou Mário Frias como “agente central” de uma organização investigada por captar, disseminar e ocultar recursos de verbas públicas.
A decisão também relaciona emendas indicadas por Frias a Karina Gama ao inquérito que envolve Flávio Bolsonaro no caso do Banco Master. A produção de Dark Horse é o ponto comum entre as duas apurações.




