Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB, anunciou sua candidatura à Presidência na última terça-feira, 15, a vinte dias das eleições de 2026, marcadas para 4 de outubro. Ele ocupava o posto de vice na chapa de Pablo Marçal, mas assumiu a cabeça da disputa depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou o registro da candidatura de Marçal.
A mudança permite ao partido manter a vaga na corrida presidencial. A goiana Silvia Hellen da Silva Pereira passou a figurar como candidata a vice-presidente na chapa de Avalanche. O registro, porém, ainda precisa ser aprovado pelo TSE. A ministra Estela Aranha, relatora do processo, já se manifestou favoravelmente à nova composição, sem Marçal.
Trajetória política
Goiano de Anápolis, Leonardo Avalanche tem 48 anos. Seu nome real é Leonardo Alves de Araújo. Formado em Direito e Análise de Sistemas, ele assumiu pela primeira vez a presidência do PRTB em 2024, depois da viúva e do irmão de Levy Fidelix, que comandou a sigla de 1994 até sua morte, em 2021.
Também em 2024, Avalanche coordenou a campanha de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB. Antes, em 2018, disputou uma vaga de deputado federal por Goiás pelo Podemos, mas não foi eleito.
A trajetória do novo candidato é marcada ainda por suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a campanha de 2024, um áudio atribuído a Avalanche vazou e registrou a alegação de que ele teria articulado a libertação de André do Rap, apontado como um dos principais líderes da facção, com o então ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio Mello.
As acusações provocaram um racha no PRTB e motivaram uma ação de Aldineia Fidelix na Justiça Eleitoral para retirar Avalanche da presidência da sigla. O processo não prosperou. Avalanche nega envolvimento com o PCC e afirma que o áudio sobre André do Rap foi forjado com inteligência artificial.



