Durante a sessão desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes critica o vazamento de conversas atribuídas a Daniel Vorcaro sobre possíveis crimes e pagamentos ilegais envolvendo ministros e familiares de integrantes da Corte.
As mensagens citam Kevin Marques, filho do ministro Nunes Marques e advogado, como beneficiário de pagamentos mensais de 500.000 reais feitos por Vorcaro. O conteúdo também menciona outros ministros e familiares do Supremo, mas o trecho divulgado não detalha os demais casos.
Gilmar Mendes afirma que mesmo um ministro eventualmente envolvido não deveria ser exposto daquela forma. “É uma atitude covarde, vil”, declara. Na sequência, diz: “Até a máfia tem ética. É preciso ter decência. Não se comporta dessa forma”.
A manifestação ocorre enquanto o STF analisa o caso e concentra a discussão nos vazamentos das mensagens. O episódio também envolve um relatório da Polícia Federal com indícios de pagamentos milionários ao ministro Dias Toffoli em um paraíso fiscal.
O relatório da PF, citado durante a discussão, permanecia sob sigilo e não havia chegado ao conhecimento público. O material trata de suspeitas relacionadas a pagamentos, mas o texto não informa uma conclusão sobre a legalidade das transações nem identifica decisão judicial sobre o caso.
A sessão expõe a reação de Gilmar Mendes à divulgação das conversas e a existência de documentos da Polícia Federal sobre possíveis pagamentos a integrantes do STF. As informações sobre Vorcaro e Kevin Marques aparecem no contexto das mensagens que passaram a ser discutidas pelos ministros.



