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Software da urna passa por inspeção, assinatura digital e lacração

Programas do TSE registram votos, apuram resultados e passam por verificações antes de serem usados nas seções eleitorais.

Software da urna passa por inspeção, assinatura digital e lacração
Foto: Reprodução/TSE

O software da urna eletrônica reúne os programas desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para preparar a votação, registrar votos, apurar resultados e gerar arquivos usados na transmissão. Antes de chegar às seções eleitorais, o sistema passa por inspeções, testes, assinatura digital e lacração.

Do código-fonte ao programa da urna

O código-fonte reúne as instruções escritas por programadores e serve de base para os programas executados pelo equipamento. Para as Eleições 2026, o TSE disponibiliza os códigos dos sistemas eleitorais para inspeção desde outubro de 2025. Partidos políticos, órgãos públicos, universidades e outras entidades autorizadas podem analisar esse material durante o Ciclo de Transparência Democrática.

Depois da fiscalização, o código é compilado. Essa etapa transforma as instruções em arquivos executáveis pela urna. Em setembro de 2026, o TSE conclui a compilação, a assinatura digital e a lacração dos sistemas que serão usados nas eleições.

A urna utiliza o Uenux, uma distribuição Linux desenvolvida pela equipe técnica do TSE. O sistema controla a inicialização do equipamento, seu funcionamento básico e a execução dos aplicativos eleitorais. O equipamento não possui mecanismos para conexão com redes externas durante a preparação, a votação ou a etapa posterior.

Registro e apuração dos votos

Quando o eleitor digita um número, o software identifica a opção correspondente e exibe as informações do candidato ou da legenda. Após a confirmação, o voto é registrado no Registro Digital do Voto (RDV), arquivo que armazena os votos digitados na urna sem dados que permitam associá-los à pessoa que votou.

Os registros ficam distribuídos em posições diferentes do arquivo, para impedir que a ordem dos votos seja relacionada à sequência de eleitores. A cada confirmação, o RDV é atualizado e recebe uma assinatura digital, usada para verificar a autenticidade e a integridade do arquivo.

Ao fim da votação, a urna calcula a quantidade de votos de cada candidato e legenda, além dos votos brancos e nulos. O resultado é registrado no Boletim de Urna (BU), que apresenta os dados da seção, incluindo a quantidade de votantes e a votação de cada candidatura. O documento recebe assinatura digital e registro de horário, é impresso e também gera arquivos digitais.

Uma cópia do BU fica disponível na seção. A totalização reúne os resultados das diferentes seções. Essa soma não é feita pela urna, que também não transmite os dados diretamente pela internet. Os arquivos são encaminhados aos tribunais regionais eleitorais e passam por verificações antes de entrar no resultado.

Verificação dos sistemas

O TSE utiliza o hash, resumo digital calculado a partir de um arquivo. Qualquer alteração no conteúdo produz um hash diferente. Nas Eleições 2026, o Tribunal publica os hashes dos sistemas para permitir a comparação entre os programas encontrados nas urnas e as versões oficiais lacradas.

A assinatura digital confirma a autenticidade dos programas. Na cerimônia de assinatura e lacração, os sistemas são compilados, assinados e armazenados em mídias protegidas. Cópias oficiais são encaminhadas aos tribunais regionais eleitorais para a preparação das urnas.

A fiscalização inclui a inspeção do código-fonte, o Teste Público de Segurança (TPS), verificações durante a preparação dos equipamentos e auditorias após a geração dos resultados. Em 2026, Senado Federal e Procuradoria-Geral da República realizam inspeções nos códigos dos sistemas usados na eleição.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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