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Mendonça afasta chefe da PF e expõe suspeitas sobre Messias e escolha de Lula

Decisão do ministro do STF amplia a pressão sobre Lula, a Polícia Federal e a indicação de Jorge Messias para o Supremo.

Mendonça afasta chefe da PF e expõe suspeitas sobre Messias e escolha de Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

A decisão de André Mendonça que afasta provisoriamente Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal amplia a pressão sobre Luiz Inácio Lula da Silva e seu governo. O ministro questiona a produção de relatórios de inteligência sobre sua atuação e expõe suspeitas levantadas por policiais contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O documento citado por Mendonça teria monitorado o ministro do Supremo Tribunal Federal e o advogado-geral da União. A análise também colocava em dúvida a atuação de Messias por causa de sua proximidade com Mendonça, que trabalhou pela indicação dele ao Supremo. A nomeação, porém, não passou pelo Senado.

Relatório e escolha para o Supremo

Mendonça critica o relatório por mencionar que os dois são evangélicos e por tratar a matriz religiosa comum e o apoio obtido em igrejas evangélicas como elementos de suspeição. O ministro também afirma que o documento avançou sobre a escolha de Messias para a vaga aberta pela aposentadoria de Luis Roberto Barroso.

Lula pretende reapresentar a indicação de Messias ao Senado. A decisão registra ainda que policiais avaliaram que essa escolha poderia afetar a investigação sobre a movimentação lobista de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e alvo de três inquéritos.

A decisão também alimenta a estratégia da oposição de associar Lula a Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro usou essa linha em manifestação na Avenida Paulista, em 7 de setembro. “Quem votar em Lula estará votando em Alexandre de Moraes”, afirmou.

Pressão sobre o governo

Mendonça aponta que um grupo da Polícia Federal ligado a Andrei Rodrigues produziu o relatório usado por Moraes para responder às suspeitas relacionadas ao caso Master. Para o ministro, o documento criou uma cortina de fumaça em torno dessas suspeitas.

Lula agora precisa decidir se mantém o apoio ao diretor-geral da Polícia Federal e ao trabalho realizado sob seu comando ou se aceita uma eventual decisão da Corte. A medida já recebeu o apoio de Nunes Marques e Luiz Fux. Gilmar Mendes pediu vista, o que atrasa a homologação.

Por meio da Advocacia-Geral da União, o governo deve recorrer para levar o caso ao plenário do Supremo Tribunal Federal. Mendonça pode não ter maioria nessa instância ou enfrentar mais dificuldade para formar apoio.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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