Quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,09 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 187.367 -0,00% Belo Horizonte 15°C 15° / 24°
Notícia a toda hora
Brasil

Glauber Braga cobra controle sobre decisão de André Mendonça no STF

Deputado critica afastamento de dirigentes da Polícia Federal e questiona a atuação do ministro em processos envolvendo políticos da oposição.

O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) questiona a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afasta cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O parlamentar também cobra punição e controle sobre a atuação do magistrado na Corte.

“E quem é que vai determinar o afastamento de André Mendonça, que continua blindando Nikolas Ferreira e o senhor Flávio Bolsonaro?”, declarou Braga em vídeo publicado em suas plataformas oficiais.

A decisão de Mendonça determina ainda o afastamento preventivo do diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro aponta “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” no comando da corporação.

A medida atende a um pedido do Partido Novo na Petição 16.662, apresentado depois da inclusão de uma Informação de Polícia Judiciária no processo. O documento registra citações ao nome de Andrei Rodrigues no celular do empresário Daniel Bueno Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

Mendonça também afirma ter identificado um esquema de “monitoramento e coleta dirigida” da inteligência policial contra sua atuação como relator e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. A existência dos relatórios foi revelada após o ministro Alexandre de Moraes divulgar seis documentos no Inquérito 4.781, conhecido como Inquérito das Fake News.

Os relatórios analisavam a relação entre Mendonça e Messias em processos relacionados ao Banco Master e ao INSS, nas operações “Sem Desconto” e “Compliance Zero”. Também mencionavam uma “matriz religiosa comum” entre os dois e dados de apurações sigilosas envolvendo Antônio Rueda e ACM Neto.

A decisão interrompe a produção de novos relatórios sobre autoridades e abre investigações penais e administrativas na Corregedoria-Geral da Polícia Federal. A atuação do ministro passou a ser questionada por lideranças políticas e entidades jurídicas, que discutem o alcance das medidas e seus efeitos sobre o equilíbrio entre os Poderes da República.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.