BRASÍLIA — As empresas de transporte público coletivo do Distrito Federal apresentam uma nova proposta aos rodoviários para tentar impedir a greve prevista para começar nesta segunda-feira (28). A oferta será avaliada pela categoria em assembleia neste domingo (27), no estacionamento do Conic, no Setor de Diversões Sul, em Brasília.
O reajuste salarial proposto é de 6%, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal reivindica aumento de 8%. A categoria também pede 10% de correção nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.
Benefícios e condições da oferta
As concessionárias propõem reajuste de 7% no tíquete-refeição/alimentação e na cesta básica. Para o auxílio-saúde e o plano odontológico, o aumento oferecido é de 11,88%. O seguro de vida em grupo passaria de aproximadamente R$ 24 mil para R$ 48 mil.
A proposta prevê ainda a preservação dos postos de trabalho dos cobradores durante a vigência do novo acordo coletivo. Se houver aprovação, os valores retroativos a 1º de agosto serão pagos em parcela única na folha salarial de outubro.
As empresas afirmam que o reajuste salarial representa ganho real de 1,82%, considerando inflação de 4,11% no período. A oferta atual supera a anterior, que previa aumento de 5,5%.
Decisão sobre a paralisação
A greve geral foi aprovada pelos rodoviários em assembleia realizada no último dia 20 e está programada para começar nesta segunda-feira. Os trabalhadores afirmam que uma proposta considerada aceitável pode suspender o movimento.
As negociações começaram em julho e já somam mais de dez rodadas sem acordo definitivo. Bsbus, Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Auto Viação Marechal e Consórcio Urbi-HP assinam a nova oferta e dizem permanecer abertas às negociações. A decisão sobre a manutenção ou a suspensão da greve depende da assembleia deste domingo.



