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Greve dos Correios expõe risco de redução do atendimento em cidades menores

Sindicato aponta possíveis impactos de cortes e fechamento de unidades, enquanto estatal afirma que manterá a universalização postal.

Greve dos Correios expõe risco de redução do atendimento em cidades menores

A greve dos trabalhadores dos Correios amplia a disputa sobre o futuro do atendimento postal em cidades menores e regiões afastadas dos grandes centros. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal (Sintect-DF) alerta que a reestruturação da estatal pode afetar a oferta de serviços e dificultar o cumprimento da universalização postal.

Segundo o sindicato, cortes na operação, fechamento de unidades e redução do quadro de funcionários podem obrigar moradores de algumas localidades a percorrer grandes distâncias para acessar os serviços. A entidade afirma que os Correios também participam da distribuição de medicamentos e livros didáticos e apoiam iniciativas como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A presidente do Sintect-DF, Amanda Corcino, relaciona a redução no número de trabalhadores ao crescimento das encomendas impulsionado pelo comércio eletrônico. Na avaliação do sindicato, o cenário aumenta a sobrecarga dos funcionários e pode comprometer a capacidade de atendimento. A rede dos Correios está presente atualmente em 5.553 municípios brasileiros.

Empresa afirma que manterá a universalização

Os Correios dizem que a reorganização das unidades segue critérios técnicos e não representa abandono das metas de universalização. Entre os critérios está a existência de unidades próximas umas das outras. A estatal também prevê novos formatos de atendimento e pontos de coleta.

A reestruturação ocorre durante a crise financeira da empresa. No início de setembro, os Correios formalizaram ao Tesouro Nacional um pedido de garantia para contratar um empréstimo de R$ 7 bilhões com instituições financeiras privadas. O plano de recuperação inclui medidas para reforçar a liquidez, reduzir despesas, racionalizar ativos, executar um Plano de Demissão Voluntária (PDV), vender imóveis sem uso operacional e buscar novas fontes de receita.

Plano de saúde segue como ponto de conflito

O plano de saúde continua entre os principais pontos de divergência. Os trabalhadores contestam a mudança no modelo de gestão do benefício e afirmam que ela pode elevar os custos para funcionários, aposentados e dependentes.

Os Correios dizem que a proposta do novo acordo coletivo mantém a assistência à saúde. A empresa também afirma ter preservado 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e oferecido reposição da inflação para salários e benefícios.

Sem acordo, os Correios ajuizaram dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O julgamento está marcado para segunda-feira, 21, às 13h30. A greve começou em 10 de setembro e continua.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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