A direção-geral e a área de Inteligência Policial da Polícia Federal voltam a ser comandadas por Andrei Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa. A decisão é do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ocorre um dia depois de André Mendonça afastar os dois servidores.
Mendonça determinou o afastamento na terça-feira (8), sob a alegação de que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvo de monitoramento ilícito. Segundo o ministro, a ação ocorreu por meio de relatórios de inteligência produzidos pela PF.
Relatórios e investigação
Os relatórios, classificados como apócrifos, foram usados na semana passada por Alexandre de Moraes, também ministro do STF, como base para pedir uma investigação contra Mendonça por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Moraes indicou a existência de indícios de que Mendonça teria conduzido apurações contra ele e outras autoridades durante investigações relacionadas ao Banco Master e a desvios no INSS.
A Advocacia-Geral da União (AGU) reagiu à decisão de Mendonça e informou que recorreria. No cenário eleitoral, políticos e figuras públicas se dividiram entre apoiar o afastamento determinado pelo ministro e defender o retorno de Rodrigues ao cargo.



