O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registra a substituição de 1.544 urnas eletrônicas até 15h30 deste domingo, 4, durante o primeiro turno das eleições. O total corresponde a 0,28% dos equipamentos utilizados para registrar os votos. O tribunal não informa as razões das trocas.
São Paulo concentra o maior número de substituições, com 299 urnas. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 185, e Paraná, com 177. Para o pleito, a Justiça Eleitoral mobiliza 50.038 urnas reservas.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirma que não há votação manual no país. As equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais também não identificam ameaças às eleições.
“Até o momento, não temos indicativo concreto de interferência internacional”, diz o ministro. Ele atribui a ausência de problemas à atuação do TSE com as plataformas e ao cumprimento da legislação brasileira.
Apuração sobre interferência
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informa que a corporação abriu investigação sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A apuração é realizada após solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao primeiro turno com diferenças estreitas nas pesquisas divulgadas na véspera. Entre os votos válidos, Lula aparece com percentuais de 45% a 47%, enquanto Flávio registra de 42% a 45%.
O Datafolha aponta 45% para Lula e 42% para Flávio. Na Quaest, os números são 46% e 45%. A AtlasIntel registra 47% para o presidente e 44,1% para o senador; é o único dos três levantamentos a indicar vantagem fora da margem de erro.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de votos, cerca de 21,48% do total. Minas Gerais aparece depois, com cerca de 16 milhões, seguido pelo Rio de Janeiro, com mais de 12 milhões.



