O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) substitui 1.121 urnas eletrônicas durante a votação deste domingo, 4, o equivalente a 0,2% do total. A oscilação de energia é apontada como a principal causa das trocas. O presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, afirma que não há votação manual no país.
O Paraná concentra o maior número de problemas após ser atingido por chuvas e ventos fortes. Quase 140 cidades paranaenses são afetadas, e cerca de 90 ainda enfrentam oscilação de energia. Nunes Marques afirma que os equipamentos seguem operando com apoio de geradores e baterias.
As equipes do TSE responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais não identificam ameaças ao pleito. O ministro declara: “Até o momento, não temos indicativo concreto de interferência internacional”. Paralelamente, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informa que a corporação abre uma apuração sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Desinformação e uso de celulares
O TSE contabiliza 453 registros no sistema de alertas e cerca de 2 800 ocorrências relacionadas à desinformação. Nunes Marques afirma que não há registro de deepfakes que tenham ganhado relevância nas redes e que parte do conteúdo falso já era conhecida pela Justiça Eleitoral.
O uso de celulares e outros equipamentos eletrônicos na cabine é monitorado pelos mesários. Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, leva o celular para a cabine, prática proibida pela legislação eleitoral. Segundo o ministro, os tribunais regionais devem adotar as providências iniciais.
O e-Título pode ser baixado pela primeira vez no dia da eleição. Mais de 6 milhões de documentos são emitidos, além de mais de 15 milhões de consultas ao local de votação e mais de 3 milhões de justificativas pelo aplicativo. A Justiça Eleitoral transporta mais de 2 000 eleitores com mobilidade reduzida e mais de 8 000 moradores de comunidades remotas. Nunes Marques também homenageia Cármen Lúcia, sua antecessora, que iniciou a preparação para as eleições de 2026.



