A Uefa e a Concacaf pedem à Fifa a distribuição de pelo menos 10 milhões de dólares para cada uma das 211 federações-membro no ciclo 2027-2030. O pedido aparece em uma carta enviada nesta sexta-feira, 18, ao presidente da entidade, Gianni Infantino.
A proposta é assinada por Alexander Ceferin, presidente da Uefa, e Victor Montagliani, presidente da Concacaf. Se aprovada, a distribuição somaria cerca de 2,1 bilhões de dólares, equivalentes a 10,8 bilhões de reais.
Argumento financeiro
Os dirigentes afirmam que a Fifa deve usar parte das próprias reservas para financiar o repasse, sem oferecer participações em competições ou exigir contrapartidas das federações. A carta informa que a entidade deve encerrar o ciclo 2023-2026 com reservas de cerca de 6 bilhões de dólares, ou 30,9 bilhões de reais.
“Mesmo após uma distribuição desse tipo (de pelo menos 2,1 bilhões de dólares), as reservas financeiras da Fifa não cairiam abaixo de aproximadamente 1,5 bilhão de dólares”, escreveram Ceferin e Montagliani. O documento calcula esse valor em 7,7 bilhões de reais durante o próximo ciclo.
Uefa e Concacaf dizem ter analisado os dados financeiros e os orçamentos divulgados pela Fifa. As duas confederações questionam um projeto da entidade para atrair investidores privados e ampliar o potencial comercial da Copa do Mundo.
A iniciativa ocorre após a tentativa de mobilizar a chamada “família do futebol”, que também envolveu a Confederação Asiática de Futebol (AFC). O movimento ocorreu no início de agosto, depois do abandono do projeto de abertura a investidores.
Infantino é, até o momento, o único candidato confirmado para as eleições à presidência da Fifa, marcadas para março de 2027.



