Gianni Infantino mantém a candidatura à reeleição para a presidência da Fifa em 2027, apesar da pressão de confederações que passaram a defender sua renúncia. A confirmação é feita neste domingo (6) por um porta-voz da entidade.
O representante afirma que o dirigente já havia anunciado em abril a intenção de concorrer novamente. “É claro que nada mudou. O Sr. Infantino concorrerá à reeleição”, diz o comunicado.
Pressão após plano abandonado
Infantino, de 56 anos, anuncia em março de 2027 que tentará obter um quarto mandato. Desde julho, porém, enfrenta resistência depois que a Fifa abandona um projeto para vender uma participação de 20% na Copa do Mundo e em outros torneios organizados pela entidade. A proposta é retirada após reação negativa.
Uefa, AFC e Concacaf passam a defender a saída do presidente da Fifa em meio à crise provocada pelo projeto. O dirigente ainda conserva o apoio das confederações africana e sul-americana, o que influencia sua tentativa de permanecer no comando da entidade máxima do futebol mundial.
O comunicado é divulgado depois de Infantino evitar uma resposta direta, no sábado (5), ao ser questionado se se arrependia das turbulências das últimas seis semanas. Ele acompanha a Copa do Mundo Sub-20, na Polônia, quando é perguntado sobre o assunto.
“Haverá muito a dizer, mas haverá o lugar e o momento certos para dizer isso”, afirma Infantino.
Até o momento, nenhum adversário anuncia formalmente uma candidatura contra o presidente na eleição marcada para o próximo ano. Sem outro nome declarado, Infantino permanece como principal postulante ao comando da Fifa, enquanto a crise política amplia a pressão sobre sua permanência no cargo.



