Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Economia

A5X capta R$ 360 milhões e prevê iniciar operações no segundo trimestre de 2027

Rodada inclui Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek; empresa passa a ser avaliada em cerca de R$ 2,7 bilhões.

A5X capta R$ 360 milhões e prevê iniciar operações no segundo trimestre de 2027

A A5X capta R$ 360 milhões em uma rodada Série D e planeja iniciar, no segundo trimestre de 2027, as negociações de sua bolsa de derivativos. A empresa pretende concorrer com a B3 e criar uma infraestrutura de negociação, liquidação e contraparte central para esse mercado no Brasil.

O aporte, anunciado nesta segunda-feira (14), é liderado por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek, que entram como novos investidores. IMC, Jump Trading, Optiver, XTX Markets e ABN AMRO Clearing, acionistas estratégicos da companhia, também participam da rodada. A XP exerce uma opção de compra e passa a integrar a base de investidores.

Com o novo investimento, a A5X chega a uma avaliação de cerca de R$ 2,7 bilhões e acumula mais de R$ 730 milhões captados em quatro rodadas. Segundo a empresa, os recursos serão usados para colocar a bolsa em operação, alcançar o break-even, financiar o capital regulatório exigido e ampliar a estrutura.

Estrutura e plano de operação

A companhia tem mais de 200 colaboradores e pretende oferecer uma bolsa de derivativos e uma contraparte central (CCP), estrutura que fica entre compradores e vendedores para ajudar a garantir o cumprimento das obrigações das operações.

A A5X foi criada por Carlos Ferreira Filho e Karel Luketic, que foram sócios da XP; por Nilson Monteiro, fundador da corretora Ideal, cujo controle foi adquirido pelo Itaú em 2022; e por Julian Chediak, sócio do escritório Chediak Advogados.

“O Brasil ainda concentra a sua negociação e pós-negociação de derivativos em um único participante de bolsa e CCP, apesar de ser um dos maiores mercados do mundo”, afirma a empresa. Carlos Ferreira Filho, CEO e cofundador, diz que a rodada amplia a capacidade de lançamento da plataforma e de transformação do mercado de capitais brasileiro.

A operação ocorre em um mercado de derivativos hoje concentrado na B3. Em agosto de 2025, o Cade abriu processo administrativo para investigar possíveis ações anticoncorrenciais da B3 contra a CSD BR. Cerca de 15 dias depois, a B3 anunciou um acordo para fornecer e licenciar market data à A5X.

Os dados de preços do mercado à vista são necessários para contratos ligados a ações como Vale e Petrobras. A B3 declarou que o acordo busca criar um ambiente mais aberto, dinâmico e competitivo.

A CSD BR possui licenças para atuar como registradora, depositária e liquidante, mas ainda precisa de autorização para operar como contraparte central. Base e BEE4 também tentam atuar em diferentes segmentos, entre derivativos, ações e empresas de menor porte.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.