A B3 oficializa o uso da ferramenta de inteligência artificial Cursor no desenvolvimento de software e afirma ter reduzido em aproximadamente 35% o tempo de entrega de aplicações. O sistema é desenvolvido pela americana Anysphere e passa a ser adotado pela área de engenharia da companhia após um período de testes.
Cerca de 600 funcionários já utilizam a tecnologia. A B3 informa que aproximadamente 1,5 milhão de linhas de código produzidas por mês recebem auxílio da ferramenta. A conta considera apenas as sugestões feitas pela inteligência artificial e aceitas pelos desenvolvedores.
A utilização avançou entre maio e julho. Nesse intervalo, o número de desenvolvedores que usavam ativamente a Cursor passou de 34 para 154, crescimento de cerca de 4,5 vezes. A expansão ocorreu antes da homologação oficial da ferramenta pela B3.
Os agentes de inteligência artificial ajudam a escrever, revisar, testar e reorganizar códigos. Todo conteúdo gerado ou sugerido passa por revisão humana e pelos processos internos de testes, qualidade e segurança, afirma a companhia.
A B3 opera a bolsa de valores e administra parte da infraestrutura crítica do mercado financeiro brasileiro. De acordo com a empresa, a adoção oficial ocorreu após a avaliação das áreas de segurança e governança.
“O que motivou essa decisão foi observar que a inteligência artificial já estava sendo incorporada naturalmente pelos nossos times e gerando resultados concretos”, afirma Luiza Sangalli, superintendente de Inteligência Artificial da B3.



