Santos, Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,92 · Ibovespa 183.828 -0,00% Santos 23°C 22° / 27°
Notícia a toda hora
Economia

Aluguel comercial sobe mais que venda, mas fica atrás da Selic

Locação de salas cresce 11,21% em doze meses, enquanto os preços de venda avançam 2,20%, aponta o Índice FipeZap Comercial.

Aluguel comercial sobe mais que venda, mas fica atrás da Selic
Foto: ADVTP/Shutterstock

O aluguel de salas e conjuntos comerciais subiu 11,21% nos doze meses encerrados em agosto, enquanto o preço de venda desses imóveis avançou 2,20%. Os dados são do Índice FipeZap Comercial.

A diferença elevou a rentabilidade bruta estimada do aluguel comercial para 7,63% ao ano. O índice supera o retorno de 6,14% dos imóveis residenciais, mas continua abaixo da Selic, atualmente em 13,75% ao ano.

A distância entre o rendimento médio dos aluguéis comerciais e a taxa básica é de 6,12 pontos percentuais. O cálculo ainda não considera despesas como condomínio, manutenção, impostos, períodos de vacância e inadimplência, que podem reduzir a renda recebida pelo proprietário.

Ritmo de locação e venda

Em agosto, o aluguel comercial avançou 1,01%. Entre janeiro e agosto, a alta acumulada chegou a 8,50%, enquanto os preços de venda subiram 1,86%. O preço médio anunciado para locação ficou em 54,23 reais por metro quadrado.

O cenário favorece proprietários que já têm salas alugadas, mas torna menos atrativa a compra de um imóvel exclusivamente para geração de renda. Com o crédito caro, compradores encontram alternativas financeiras de retorno elevado, enquanto empresas tendem a preservar caixa e escolher a locação.

A comparação entre imóveis e renda fixa tem limitações, porque os ativos imobiliários apresentam diferenças de valorização, risco, liquidez e horizonte de investimento. Ainda assim, os números ajudam a explicar por que o mercado de locação avança mais rapidamente do que o de compra e venda: ocupar uma sala ficou mais caro, mas o valor de venda do imóvel cresceu em ritmo menor.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.