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Appy diz que reforma tributária exigirá revisão de contratos e negócios

Secretário afirma que empresas precisarão reorganizar cadeias produtivas e decisões de investimento durante a transição para o novo sistema.

Appy diz que reforma tributária exigirá revisão de contratos e negócios

Bernard Appy, secretário extraordinário da reforma tributária do Ministério da Fazenda, afirma que as empresas precisarão revisar contratos, fornecedores, processos produtivos e modelos de negócio com a mudança na tributação sobre o consumo. Para ele, a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) vai além da troca de tributos e da alteração de alíquotas.

Em evento com empresários promovido pelo grupo Mercado & Opinião na terça-feira (29), Appy defendeu que as companhias passem a tomar decisões com base em produtividade, custos e competitividade, e não nos benefícios fiscais oferecidos pelo sistema atual.

Cadeias produtivas e contratos

Segundo o secretário, a reforma tende a reduzir distorções que influenciam a localização de fábricas, centros de armazenamento e outras etapas da operação empresarial. Com a possibilidade de recuperar o imposto por meio de créditos, as empresas poderão escolher fornecedores, tecnologias e estruturas produtivas considerando a alternativa economicamente mais eficiente.

A mudança também deve levar à renegociação de preços e contratos entre fornecedores e clientes. Appy afirma que as companhias que não analisarem quais etapas e fornecedores ainda serão necessários, além dos créditos que poderão recuperar, correm o risco de pagar mais e perder competitividade.

“Está deixando dinheiro na mesa”, afirmou o secretário ao falar sobre as empresas que não revisarem suas cadeias e não negociarem as mudanças.

As áreas comercial, financeira, de compras e de planejamento estratégico também precisarão acompanhar os efeitos da reforma para evitar perda de margem e desvantagens diante de concorrentes mais preparados.

Transição e adaptação

Appy reconhece que a implementação apresenta dificuldades operacionais. Sistemas terão de ser adaptados, contratos revisados e processos internos reorganizados em um período considerado curto pelas empresas.

“Tem um custo de transição”, disse o secretário, ao reconhecer as preocupações do setor privado. Ele sustenta, porém, que os custos e as adaptações são temporários e que as empresas que compreenderem rapidamente os impactos da reforma estarão mais preparadas para competir em uma economia com menos distorções.

O secretário também critica a resistência de empresas acostumadas a benefícios fiscais, regimes diferenciados e formas específicas de operação. Na avaliação dele, a reforma exige que o setor privado abandone estratégias baseadas no menor custo tributário e reavalie sua estrutura de negócios.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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