O Banco Central Europeu (BCE) eleva a taxa de depósito de 2,25% para 2,50% na quinta-feira (10), na segunda alta dos juros neste ano. A decisão busca conter a inflação impulsionada pelo aumento dos preços da energia em meio à guerra no Irã.
O petróleo volta a superar US$100 por barril após ataques dos Estados Unidos e do Irã contra alvos militares, de transporte marítimo e do setor energético desde o final de agosto. A escalada interrompe um mês de relativa calma e aumenta a preocupação com novos reajustes na zona do euro, que importa combustíveis.
O BCE afirma que a inflação permanece acima da meta de 2% por algum tempo. “O conflito no Oriente Médio continua a gerar pressões inflacionárias”, diz o banco em comunicado.
Projeções para a inflação
A instituição, que reúne os bancos centrais dos 21 países que compartilham o euro, revisa algumas projeções de crescimento e inflação. O BCE prevê inflação de 3,0% neste ano, 2,5% no próximo ano e 2,1% em 2028.
As estimativas podem não incorporar completamente a alta mais recente dos preços da energia, especialmente do gás natural, usado por muitos países europeus para aquecimento. O Barclays afirma que choques no gás costumam aparecer mais lentamente do que os do petróleo, mas produzem efeitos maiores e mais duradouros sobre a inflação excluindo energia.
Expectativa para os juros
Os mercados financeiros projetam mais um aumento dos juros ainda neste ano, seguido por mais uma ou duas altas no ano que vem. Economistas avaliam, porém, que a decisão desta quinta-feira pode ser a última do BCE por enquanto, embora cresça a percepção de que um aperto monetário adicional seja necessário.
O banco central não sinaliza quais serão os próximos passos e repete que as decisões dependem dos dados disponíveis.


