O Banco Central do Japão elevou nesta sexta-feira 18 a taxa básica de juro de 1% para 1,25% ao ano. Com a decisão, o índice chega ao maior nível desde 1995, em meio às preocupações com a inflação persistente no país.
A alta também busca conter a desvalorização do iene no mercado global. Com juros maiores, os títulos japoneses se tornam mais atrativos para investidores internacionais. A decisão já era esperada pelo mercado.
O movimento encerra uma semana de mudanças nas taxas de juros de países importantes para a economia global. Na quarta-feira 16, o Federal Reserve elevou em 0,25 ponto percentual a taxa dos Estados Unidos, que passou a operar na faixa de 3,75% a 4%. Foi a primeira alta do Fed desde 2023.
No mesmo dia, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto, para 13,75%. A taxa brasileira é citada como referência de comparação com o juro japonês.
Agenda dos investidores
Nesta sexta-feira, investidores brasileiros acompanham os efeitos do aumento do valor do Bolsa Família, anunciado pelo presidente Lula em uma tentativa de ampliar as chances de reeleição em outubro. Eles também monitoram a cotação do petróleo.
Os contratos futuros do produto operam em queda expressiva no início do dia, mas o barril do tipo Brent permanece acima de 100 dólares.


