China e Estados Unidos acertam a criação de um canal de comunicação para incidentes relacionados à inteligência artificial e marcam para novembro a próxima rodada de discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia. Os dois governos também concordam em adotar o termo “superinteligência” nas tratativas.
A Casa Branca e o Ministério das Relações Exteriores da China informam que o entendimento ocorre durante a visita do presidente Xi Jinping a Washington. Em comunicado separado, o ministério chinês afirma que Pequim valoriza a escolha do novo termo por Washington e defende a ampliação dos intercâmbios entre os dois países.
Tarifas e comércio
Os dois lados chegam a recomendações para um tratamento tarifário mais favorável a US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis, nos dois sentidos. A lista inclui exportações americanas de produtos agrícolas, madeira e cosméticos, além de importações dos Estados Unidos como pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração.
A Casa Branca afirma que os produtos envolvidos são não sensíveis. China e Estados Unidos também concordam em criar um conselho comercial e ampliar os resultados de negociações anteriores realizadas em Kuala Lumpur.
O acordo ocorre após a decisão das duas maiores economias do mundo de prorrogar por dois meses uma trégua comercial que deveria terminar em 10 de novembro. A extensão, anunciada na quarta-feira pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, abre mais tempo para a tentativa de um acordo comercial mais amplo.
Outros compromissos
A cúpula entre Xi e o presidente Donald Trump dura três dias e termina na sexta-feira. Xi já chega a Pequim, informou a agência estatal chinesa Xinhua neste sábado.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, diz que a visita mantém a estabilidade dos laços bilaterais e abre um novo capítulo nas relações entre os países. Os governos também concordam em apoiar a organização da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e da cúpula do Grupo dos 20 (G-20).
Na política externa, China e Estados Unidos afirmam que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares. Os dois países também dizem que nenhum governo ou entidade deve impor taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.



