A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já foi emitida para 64 milhões de brasileiros desde o lançamento, em 2022. Desse total, 22 milhões ainda não usaram o documento para elevar o nível de segurança da conta no gov.br, plataforma de serviços digitais do governo federal.
Os dados, referentes a setembro de 2026, são do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A vinculação da CIN permite mudar a conta para o nível ouro, que libera o acesso aos mais de 5 mil serviços digitais federais e dificulta golpes durante o uso da plataforma.
“Cerca de 6 milhões de usuários possuem uma conta de nível prata, e outros 16 milhões de pessoas estão com uma conta de nível bronze”, informa o ministério. As pessoas que estão nesses níveis já podem fazer a mudança.
Para elevar a conta, o usuário deve abrir o aplicativo gov.br no celular, selecionar “Aumentar nível” e ler o QR code impresso na CIN. Depois, é necessário fazer o reconhecimento facial. O aplicativo orienta que o procedimento seja realizado em um local bem iluminado, com o celular na altura dos olhos.
A CIN também tem uma versão digital, disponível no aplicativo gov.br após o recebimento do documento impresso. A plataforma é usada por mais de 178 milhões de brasileiros e oferece acesso a mais de 5 mil serviços digitais federais e a mais de 8,3 mil serviços estaduais.
A nova identidade não é a única opção para reforçar a segurança da conta. O usuário pode ativar a verificação em duas etapas na seção “Segurança da Conta”. Com o recurso, é preciso gerar um código no aplicativo a cada acesso. Também é possível cadastrar um e-mail de recuperação e selecionar dispositivos ou navegadores confiáveis.
Emissão e validade da CIN
O antigo RG será aceito até 2032. O novo documento unifica o CPF como número de identificação e pode incluir dados como CTPS, Título de Eleitor, CNH, Identidade Funcional ou Carteira Profissional e Certificado Militar. Também é possível registrar o tipo sanguíneo, o fator RH e a disposição para doar órgãos.
A validade é de cinco anos para crianças entre 0 e 12 anos incompletos e de dez anos para pessoas de 12 a 60 anos incompletos. Para idosos, o prazo é indeterminado.
Quem ainda não tem a CIN deve acessar gov.br/identidade para consultar as orientações do estado ou do Distrito Federal. A emissão exige certidão de nascimento ou de casamento, e a primeira via é gratuita.



