Uma campanha de fraude reúne 1.565 páginas falsas e 199 aplicativos maliciosos que imitam plataformas como Shein e AliExpress no Brasil. O levantamento é da área de inteligência da Redbelt Security.
As páginas aparecem em formatos diferentes. Algumas reproduzem o visual dos sites oficiais para capturar logins, senhas e dados bancários. Outras simulam lojas, recebem pagamentos e não entregam os produtos. A operação também usa typosquatting, prática em que os criminosos registram endereços semelhantes aos verdadeiros para alcançar quem digita o nome da plataforma com algum erro.
Os aplicativos são distribuídos fora das lojas oficiais e podem capturar credenciais, sessões bancárias e dados de autenticação armazenados no celular.
A campanha explora a procura por marketplaces chineses entre consumidores brasileiros. Segundo um levantamento da DHL citado pela Redbelt Security, 82% dos consumidores do país que compram em sites estrangeiros dizem adquirir produtos de vendedores chineses.
Não há indicação de invasão aos sistemas da Shein ou do AliExpress. A fraude depende da imitação das marcas e da aparência das plataformas para induzir o consumidor ao erro. A Redbelt Security não conseguiu estimar quantas pessoas foram atingidas nem o prejuízo financeiro associado à campanha.



