As ações da CSN (CSNA3) estão entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira (8), apoiadas pela expectativa de venda de ativos, pela troca no comando da companhia e pelo cenário eleitoral. Na máxima do pregão, o papel avançou 5,50%, a R$ 6,71. Por volta das 11h20 (horário de Brasília), subia 0,79%, a R$ 6,41.
O novo CEO, Fabio Schvartsman, avalia a venda da CSN Cimentos e de ativos de siderurgia na Alemanha. Os negócios podem gerar R$ 12,5 bilhões para a companhia. A CSN encerrou o segundo trimestre de 2026 com dívida líquida de R$ 42,1 bilhões e alavancagem de 3,49 vezes.
Para Rafael Passos, sócio da Ajax Asset, a venda da unidade de cimentos permanece como um dos pilares do plano de desalavancagem, ao aliviar a dívida e apoiar o programa de amortização. A administração também mantém a meta de reduzir o endividamento em R$ 18 bilhões a R$ 20 bilhões por meio da venda de ativos e de participações minoritárias em infraestrutura e energia.
“A leitura é de que Schvartsman deve acelerar esse processo”, afirma Passos. O executivo também avalia que a chegada do novo CEO reforça a expectativa de reconstrução da confiança dos investidores, considerando sua experiência em Vale, Klabin e Ultrapar.
Outro fator citado é o cenário eleitoral. A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) numericamente empatados, com 41% das intenções de voto no segundo turno.
No levantamento BTG Pactual/Nexus divulgado nesta terça (8), Flávio Bolsonaro registrou 46% e Lula, 45%, em eventual segundo turno. Para Passos, ações com beta mais alavancado, como CSNA3, também se beneficiam da melhora do humor do mercado.
Na máxima, o Ibovespa superou 189 mil pontos. Às 11h20, o índice subia 1,96%, aos 188.778,19 pontos.



