A Embraer entrega 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, o maior volume para o período, mas o resultado divide as avaliações de JP Morgan e Santander. O número representa alta de 6% na comparação anual, embora fique abaixo das projeções dos dois bancos.
No acumulado do ano, a fabricante chega a 175 aeronaves entregues, contra 153 no mesmo período de 2025. Entre julho e setembro, foram 22 aeronaves comerciais, ante 20 um ano antes, além de 41 jatos executivos e três aeronaves de Defesa e Segurança: um C-390 Millennium e dois A-29 Super Tucanos.
As ações da Embraer oscilam no pregão desta sexta-feira (2). Os papéis recuam perto de 1,76% e, por volta das 15h, avançam 1%.
Avaliação do JP Morgan
O JP Morgan projetava 70 entregas para o trimestre. Na base comparável do banco, porém, entram 64 aeronaves, porque os dois Super Tucanos não faziam parte da estimativa original. Com esse critério, o volume fica cerca de 9% abaixo do esperado.
O banco mantém uma leitura ligeiramente negativa para o curto prazo, mas não altera a recomendação overweight, equivalente à compra, para EMBJ3. Na última atualização de valuation, em agosto, o JP Morgan estabeleceu preço-alvo de R$ 135 para a ação brasileira e de US$ 104 para o ADR EMBJ negociado em Nova York, ambos para o fim de 2027. O valor em reais representa potencial de valorização de 39,1%.
Leitura do Santander
O Santander também estimava 70 aeronaves, considerando todas as 66 entregues pela companhia. O resultado fica 5,7% abaixo da projeção, mas o banco classifica o desempenho como moderadamente positivo.
Para o Santander, a regularidade da produção é o principal ponto. A avaliação é que a Embraer consegue distribuir melhor as entregas ao longo do ano, reduzindo a concentração no último trimestre. Esse movimento pode tornar a geração de caixa mais regular e previsível.
O banco considera que as metas da Embraer para 2026 continuam alcançáveis e estabelece preço-alvo de US$ 106 para EMBJ no fim de 2027.



