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TSE confirma inelegibilidade após negociação de apoio eleitoral por R$ 50 mil

Jocelio Viana negociou pagamento a integrante de facção criminosa durante a disputa por uma vaga de vereador em Iguatu (CE).

TSE confirma inelegibilidade após negociação de apoio eleitoral por R$ 50 mil

O Tribunal Superior Eleitoral mantém a condenação de Jocelio Viana (PSD), candidato não eleito a vereador nas eleições de 2024, em Iguatu (CE). A decisão reconhece abuso de poder econômico e mantém a inelegibilidade do político.

O caso envolve uma negociação para obter apoio político de um traficante integrante de uma facção criminosa. O valor combinado foi de R$ 50 mil, conforme as provas compartilhadas de uma ação penal usadas no processo eleitoral.

Para o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, o acordo previa a compra de apoio político mediante promessa de pagamento em espécie. O tribunal considerou que a negociação tinha gravidade suficiente para justificar a sanção e poderia afetar a legitimidade das eleições.

A decisão do TSE é unânime e acompanha o voto do relator, ministro André Mendonça. Ele rejeita o argumento de que houve apenas uma tratativa inconclusiva, sem mobilização efetiva de recursos ou repercussão eleitoral relevante.

O relator afirma que essa avaliação exigiria reexaminar fatos e provas, providência que não é permitida ao TSE. Também destaca que o TRE-CE considerou decisiva a negociação de apoio político-eleitoral com um integrante de organização criminosa.

Na avaliação adotada pelo tribunal, a presença de organizações criminosas no processo eleitoral compromete a liberdade de escolha do eleitorado e a normalidade do pleito. A aproximação consciente de um candidato com esse tipo de estrutura, portanto, ultrapassa uma irregularidade comum de campanha.

A conclusão também considera atingidas a liberdade do sufrágio, a igualdade de oportunidades entre candidatos e a legitimidade da representação política.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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