SÃO PAULO — A disputa presidencial entra no segundo turno com uma rede de governadores eleitos por partidos de direita em Estados estratégicos. Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram na eleição nacional, enquanto os governos estaduais definidos no primeiro turno passam a ter papel na mobilização regional das campanhas.
Os governadores alinhados às duas candidaturas podem ser mobilizados nas próximas três semanas para ampliar palanques, organizar alianças e buscar votos nos respectivos Estados. O resultado das urnas estaduais será testado nesse intervalo, especialmente pela capacidade de transferir força política para a disputa pelo Palácio do Planalto.
Dez governos para PL, Republicanos e PP
Dos 19 governos definidos sem nova votação neste domingo, 4, dez ficam com candidatos de PL, Republicanos ou PP. A distribuição alcança diferentes regiões e inclui São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do País, além do Paraná.
O PL elege Sergio Moro no Paraná, Jorginho Mello em Santa Catarina, Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia e Arthur Henrique em Roraima. Pelo Republicanos, vencem Tarcísio de Freitas em São Paulo, Cleitinho em Minas Gerais e Otaviano Pivetta em Mato Grosso. Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, e Lucas Ribeiro, na Paraíba, são eleitos pelo PP.
Tarcísio é reeleito em primeiro turno em São Paulo, em um dos principais resultados para a direita nas disputas estaduais. O grupo também consolida posições no Sul, no Centro-Oeste e no Norte, sem concentrar as vitórias em uma única região.
Demais governos definidos
O PT elege Rafael Fonteles no Piauí, Jerônimo Rodrigues na Bahia e Elmano de Freitas no Ceará. O PSD vence com Dr. Furlan no Amapá, Raquel Lyra em Pernambuco, Fábio Mitidieri em Sergipe e Eduardo Braide no Maranhão.
Daniel Vilela é eleito em Goiás pelo MDB, e Dr. Daniel vence no Pará pelo Podemos. Com as vitórias estaduais, a direita chega à segunda etapa presidencial respaldada por posições regionais que podem ser acionadas durante as próximas três semanas.



