O Ibovespa subiu 0,46% nesta quinta-feira, 1º, e fechou aos 187,1 mil pontos no primeiro pregão do mês. O índice oscilou ao longo do dia, influenciado pelo cenário internacional e, principalmente, pelo preço do petróleo.
O barril do petróleo Brent chegou a 102 dólares com a continuidade do conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, os juros americanos de 10 anos alcançaram 5,29% ao ano, maior nível desde 2002. Para Nicolas Gass, chefe de alocação de investimentos e sócio da GT Capital, esse cenário reduz o apetite por risco em países emergentes como o Brasil.
A valorização do petróleo também impulsionou a Petrobras (PETR4), uma das ações de maior influência no índice. Os papéis da companhia avançaram 1,32% e ajudaram a sustentar a alta da bolsa.
Entre os bancos, o desempenho foi majoritariamente negativo. O Santander (SANB11) liderou as perdas, com recuo de 2,96%. O Itaú (ITUB4) caiu 0,26%, e o Banco do Brasil (BBAS3) teve baixa de 0,22%. Na direção oposta, o Bradesco (BBDC4) subiu 0,32%.
O dólar terminou o dia em alta, cotado a 5,22 reais. Gass atribui o movimento ao fortalecimento global da moeda americana, diante da busca dos investidores por proteção em meio à guerra entre EUA e Irã e aos juros elevados no exterior. No Brasil, ele também cita a cautela antes das eleições como fator de influência.

