A disputa pelo comando da ação de 36 bilhões de libras contra a BHP coloca antigos integrantes da Pogust Goodhead no centro do processo sobre o rompimento da barragem de Mariana. A Justiça britânica avalia se a Bailey Glasser International pode substituir a banca que conduzia o caso no Reino Unido.
A mudança foi anunciada pelo comitê de clientes em 1º de setembro. O escritório que representa o grupo afirma que a decisão alcança a “vasta maioria” dos cerca de 420 mil autores da ação. A Pogust Goodhead contesta a validade do movimento e diz que o comitê não tem autoridade contratual para encerrar, de forma coletiva, os acordos firmados com centenas de milhares de clientes.
A Bailey Glasser é liderada por Jeremy Evans, ex-sócio da Pogust. Faranak Ghajavand, também ex-sócia da banca, integra a equipe do novo escritório. Thomas Goodhead, ex-CEO da Pogust, chegou a aparecer brevemente como integrante da entidade jurídica ligada à nova operação.
A High Court determinou que Pogust Goodhead e Bailey Glasser International apresentem suas posições sobre a representação dos atingidos. O tribunal informou que não decidirá o caso antes de 11 de setembro.
A indefinição ocorre antes de um julgamento de 22 semanas, que discutirá as indenizações. A própria Pogust afirma que a disputa entre os escritórios cria incerteza a poucos meses dessa etapa. Enquanto a ação contra a BHP avança, as bancas também travam uma disputa judicial sobre quem tem legitimidade para conduzir o processo em nome dos autores.



