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Moura vê chance de eleição no 1º turno e prevê impopularidade de Flávio

Sócio do Zaftra Fund afirma que resultado no primeiro turno depende do nível de brancos, nulos e abstenções e avalia cenários para Lula e Flávio.

Moura vê chance de eleição no 1º turno e prevê impopularidade de Flávio

Mauricio Moura, sócio do Zaftra Fund e fundador do Instituto Ideia, avalia que a eleição presidencial brasileira tende a chegar ao segundo turno, mas considera relevante a possibilidade de definição no próximo domingo (4). Para ele, o resultado no primeiro turno depende principalmente do nível do chamado “não-voto”, que reúne votos brancos, nulos e abstenções.

Moura afirma que, se esse índice ficar entre 31% e 32%, a chance de a eleição terminar no primeiro turno será muito alta. Nesse cenário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem como os candidatos com possibilidade de vitória.

Fatores que favorecem Flávio e Lula

Segundo Moura, Flávio tem vantagem por causa do crescimento, na reta final, dos candidatos de oposição mais competitivos contra Lula. Ele também relaciona o possível desempenho do senador ao perfil dos eleitores que deixam de votar. Cerca de 20% das pessoas que não votam têm baixa renda e baixa escolaridade.

O executivo afirma que, em 2022, 5 milhões de analfabetos não compareceram às urnas e que a abstenção costuma retirar do PT entre 1,5 ponto e 2,5 pontos dos votos.

Lula, por outro lado, pode ser beneficiado pelo baixo nível de energia da campanha de Flávio e pelo menor engajamento e popularidade do senador em comparação com Jair Bolsonaro. Moura também avalia que a campanha petista deve aproximar o presidente dos eleitores que aprovam seu governo, índice estimado em torno de 46%.

Para chegar em boas condições ao segundo turno, Lula precisaria ficar pelo menos 4 pontos à frente do segundo colocado e superar 49% dos votos válidos. Com resultado entre 45% a 47%, a tarefa seria muito difícil, segundo o executivo.

Cenário em caso de vitória de Flávio

Moura prevê que Flávio Bolsonaro se tornaria rapidamente impopular se eleito, independentemente do turno. Na avaliação dele, o senador poderia enfrentar resistência de parte da coalizão que o ajudasse a vencer e dependeria do Centrão e do Congresso.

O eventual segundo turno teria três semanas de campanha, com acusações, fake news e pouca discussão de propostas. Esse ambiente, segundo Moura, poderia ampliar a abstenção, já que Lula e Flávio são muito rejeitados.

O sócio do Zaftra também afirma que a reação do mercado à eventual vitória de um candidato de oposição pode mostrar uma distância entre as expectativas dos investidores e a percepção da opinião pública sobre a economia.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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