O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que a responsabilidade fiscal é uma obrigação do governo e que a população mais pobre sofre os efeitos de um eventual desequilíbrio nas contas públicas. A declaração ocorre nesta sexta-feira, 25, durante evento promovido pelos grupos Esfera Brasil e Prerrogativas, com a participação de grandes empresários.
Lula diz que a estabilidade fiscal e econômica não deve ser apresentada como mérito da administração pública, mas como condição necessária para governar. O presidente também critica as cobranças sobre o equilíbrio das contas e afirma que o governo recebeu o país com 2,8% de déficit.
Ao recordar o primeiro mandato, Lula menciona a situação da dívida externa e a presença do FMI no Brasil após sua eleição, em 2002. Ele também defende que o governo não gaste mais do que arrecada e cita um conselho atribuído à mãe: “você não gasta o que você não tem”.
Ministro fala em melhora das contas
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que o orçamento apresentado pelo governo de Jair Bolsonaro para 2023 previa 63 bilhões de reais de déficit. Segundo ele, ao incluir precatórios, o que chamou de calote em governador e despesas aprovadas sem fonte de receita, o valor chegava a 189 bilhões de reais de débito.
Durigan diz que o governo adotou medidas de controle fiscal e melhorou o resultado primário em 2% do PIB neste ano. Ele também afirma que a concessão de benefícios tributários deve ter limite, revisão periódica e transparência.
O ministro critica propostas de outros candidatos à Presidência da República para resolver as contas públicas e afirma que, se Lula for reeleito, o governo pretende manter a trajetória de ajuste. Para Durigan, o discurso fiscal deve estar presente na política cotidiana, com transparência e espírito republicano.



