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Economia

Magazine Luiza avança mais de 15% em semana de pressão sobre a bolsa

Ibovespa recua 0,95% no período, enquanto Natura lidera as quedas e farmacêuticas sofrem com a expansão do Mercado Livre.

Magazine Luiza avança mais de 15% em semana de pressão sobre a bolsa

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) lideraram os ganhos entre os papéis do Ibovespa na semana, com alta de mais de 15%. O movimento ocorreu depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou a medida que proibia a varejista de comercializar, distribuir e fazer propaganda de medicamentos.

A S&P National Ratings também reafirmou a nota de crédito ‘brAA-’ do Magazine Luiza, com perspectiva estável e expectativa de melhora operacional na companhia.

Na direção oposta, a Natura (NATU3) ficou na ponta negativa do índice, sob forte pressão vendedora. As farmacêuticas também registraram perdas em bloco. A RD Saúde (RADL3) acumulou mais de 10% de queda após o Mercado Livre (MELI34) anunciar a expansão no mercado de venda de medicamentos.

Para a equipe de analistas da Ativa Investimentos, a entrada do Mercado Livre aumenta a competição para grandes redes como RD Saúde, Pague Menos, Panvel e DSPS. “Esse movimento é negativo, pois pressiona a competição com um player bem posicionado e reconhecido no mercado de varejo”, avaliou a equipe.

Bolsa e câmbio

O Ibovespa terminou a semana aos 183.476,86 pontos, com queda acumulada de 0,95%. Foi a segunda semana consecutiva de perdas para o principal índice da B3. O dólar à vista encerrou o período em R$ 5,1817, após valorização de 0,73%.

A proximidade das eleições reduziu o apetite dos investidores locais. No exterior, as incertezas geopolíticas e a pressão da curva de juros norte-americana também afetaram os mercados.

Juros no Brasil e nos Estados Unidos

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (22), manteve a política monetária no centro das atenções. O documento indicou que a Selic elevada desacelera a economia brasileira, mas sinalizou que uma flexibilização mais rápida é improvável. A inflação, as expectativas desancoradas e os riscos no cenário macroeconômico continuam pesando na avaliação.

Na semana anterior, o Copom havia reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, na quinta queda consecutiva dos juros. A decisão foi unânime e estava alinhada às expectativas do mercado.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries renovaram máximas históricas. O PMI subiu para 58,4 neste mês, ante 56,0 em agosto, no maior nível desde julho de 2021. A leitura acima de 50 foi interpretada como sinal de pressão inflacionária.

O diretor do Federal Reserve, Michael Barr, afirmou que novos aumentos de juros serão necessários. O mercado passou a estimar cerca de 70% de chance de alta de 25 pontos-base na próxima decisão, em outubro.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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