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Mercado divide apostas entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do primeiro turno

Gestores ampliam ou protegem posições em bolsa, juros e câmbio diante da disputa mais equilibrada e de possíveis mudanças na política fiscal.

Mercado divide apostas entre Lula e Flávio Bolsonaro antes do primeiro turno

O mercado passou a dividir igualmente as chances de vitória entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com probabilidade de 50/50 às vésperas do primeiro turno. Em agosto, os investidores locais atribuíam 70% de chance à reeleição de Lula e 30% à vitória do senador.

A mudança também aparece nos mercados preditivos, proibidos no Brasil, que passaram a apontar vantagem de Flávio Bolsonaro. A avaliação de gestores é que a consolidação desse cenário pode favorecer os ativos brasileiros, embora a disputa ainda esteja aberta.

Lucas Xavier, head de mesa de renda variável e sócio da AW Capital, afirma que o Ibovespa subiu mais de 10% em 15 dias depois que Flávio assumiu a maior probabilidade de vitória nesses mercados. Para ele, os preços agora refletem um equilíbrio entre os dois principais candidatos e aguardam novos movimentos políticos ou o fim da eleição.

O que está no preço

A Ace Capital avalia que o mercado ainda não incorporou corretamente a possibilidade de alternância de governo. Para a gestora, isso cria uma assimetria em bolsa, juros e câmbio. A casa considera Flávio o candidato com maior probabilidade de vitória neste momento, citando a aprovação modesta e a rejeição elevada de Lula, além do histórico de pesquisas de segundo turno das últimas quatro eleições.

Segundo a Ace, pesquisas realizadas em setembro superestimaram o desempenho do candidato do PT em uma margem de 4,5 a 11,4 pontos. Entre 11% e 17% dos eleitores não declaravam voto e, depois, a maioria escolheu o adversário do PT. A gestora ressalva que essa leitura não significa que a eleição esteja decidida.

Mar Asset e Persevera também trabalham com um cenário de derrota de Lula. As duas gestoras citam a avaliação do governo e a rejeição do presidente como fatores que dificultariam a reeleição.

A Kinea Investimentos trata a eleição como um divisor de águas para os ativos brasileiros. A gestora afirma que o resultado definirá a trajetória fiscal, com impacto sobre os juros longos e os demais mercados.

Posições em bolsa e câmbio

O ASA Investimentos aumentou a alocação em renda variável no Brasil diante da possibilidade de alternância na política econômica. A gestora vê uma possível correção de rota na política fiscal e afirma que a decisão tem horizonte de médio e longo prazos, embora o calendário eleitoral possa elevar a volatilidade no curtíssimo prazo.

O fundo Verde, de Luis Stuhlberger, também ampliou a exposição à renda variável em meados de agosto. O BTG Pactual observa que os investidores locais se posicionam para uma eleição competitiva, mas ainda sem forte convicção de vitória da oposição.

A Ibiuna Investimentos mantém posição comprada em bolsa principalmente por meio de opções. A estratégia busca permitir participação em uma eventual mudança de rumo da política econômica sem concentrar toda a exposição em uma única direção.

No câmbio, o Citi mantém posição comprada em real, enquanto o JP Morgan usa opções compradas em dólar para buscar ganhos com uma queda da moeda americana em direção a R$ 4,80. O Goldman Sachs também projeta R$ 4,80 e estima que o dólar possa recuar para a faixa de R$ 4,50 a R$ 4,80 em um cenário eleitoral favorável ao mercado e de política fiscal mais rígida.

Stuhlberger também vê o dólar em R$ 4,80 em uma eventual vitória de Flávio. Em evento do Monte Bravo, em São Paulo, no último dia 24, ele afirmou que uma vitória do senador poderia provocar forte alta da Bolsa.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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