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Mercado de imóveis de luxo reduz vendas e incorporadoras freiam lançamentos

Vendas de apartamentos de alto padrão e luxo caem 39% no primeiro semestre, enquanto empresas adotam estratégias mais conservadoras.

Mercado de imóveis de luxo reduz vendas e incorporadoras freiam lançamentos

As vendas de apartamentos de alto padrão e luxo caíram 39% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Os lançamentos recuaram 53%, segundo dados da Brain Inteligência Imobiliária. No segundo trimestre, a queda nas vendas também chegou a 53%.

A desaceleração ocorre depois de um período de expansão do setor, marcado por recordes de lançamentos e vendas em 2025. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, a cautela dos compradores diante das incertezas econômicas e políticas e o aumento da oferta de empreendimentos voltados à alta renda.

Para Fábio Tadeu Araújo, presidente da Brain, o mercado atingiu o limite de crescimento. As incorporadoras dobraram os lançamentos nos últimos cinco anos, enquanto o número de famílias capazes de comprar imóveis de valor elevado é limitado.

O tíquete médio dos empreendimentos de alto padrão se aproxima de R$ 2,9 milhões. No segmento de luxo, o valor médio chega a R$ 10,8 milhões. Há imóveis que custam mais de R$ 30 milhões.

Mais oferta e compradores cautelosos

A percepção de exclusividade, importante para esse público, também perde força com o excesso de opções. Os compradores, que geralmente já têm imóvel próprio, procuram localização, arquitetura, serviços e prestígio, mas passaram a pesquisar mais antes de fechar negócio.

Nos Jardins e no Itaim Bibi, há projetos com preços que variam de R$ 5,8 milhões a R$ 30 milhões. Na Rua Guarará, 575, a Benx constrói o Autor Jardins, com plantas de 188 metros quadrados a 489 metros quadrados. Na Alameda Lorena, 70, a Yuny lançou um residencial com unidades de 300 metros quadrados a 713 metros quadrados. Na Rua Manuel da Nóbrega, 950, a Even desenvolve o Esther Ibirapuera, com apartamentos de 251 metros quadrados a 334 metros quadrados.

Na Marginal Pinheiros, a JHSF constrói o Reserva Cidade Jardim, com quatro torres residenciais e 146 apartamentos na faixa dos R$ 30 milhões.

Embora dependam menos de financiamento, os compradores avaliam o retorno de investimentos financeiros antes de direcionar recursos para imóveis na planta. Executivos afirmam que os clientes continuam visitando os estandes, mas demoram mais para assinar contratos. Em alguns casos, o intervalo chega a três meses.

Incorporadoras reduzem o ritmo

A Even lançou dois empreendimentos no primeiro semestre e adiou um terceiro. Márcio Moraes, presidente da empresa, afirmou que o mercado está mais desafiador e que a companhia reduziu o volume de lançamentos.

A Benx manteve os lançamentos programados, mas adiou algumas compras de terrenos. Luciano Amaral, presidente da incorporadora, disse que a empresa está mais conservadora desde o ano passado.

A avaliação predominante entre as empresas é de acomodação após o pico de 2025, e não de crise. O estoque de imóveis de alto padrão e luxo na capital paulista equivale a cerca de 18 meses de vendas, segundo a Brain. Dados do Secovi-SP indicam que alguns segmentos estão próximos ou acima de 20 meses de comercialização.

André Mazini, analista do Citi, avalia que o mercado está em um nível de alerta que vai do amarelo ao vermelho, diante da queda na velocidade das vendas.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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