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MPT investiga Luciano Hang por fala sobre fim da escala 6×1

Órgão apura se discurso a funcionários da Havan configura assédio eleitoral; investigação está em etapa inicial.

MPT investiga Luciano Hang por fala sobre fim da escala 6×1

O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga Luciano Hang, conhecido como “Véio da Havan”, por possível assédio eleitoral após um discurso sobre o fim da escala 6×1. O episódio ocorre durante a inauguração da 196ª unidade da empresa, em Caldas Novas, Goiás.

Em uma reunião com funcionários, Hang critica a proposta de escala 5×2, prevista em uma PEC que tramita no Congresso. Ele afirma que a mudança reduziria o poder de compra da população e diz que, caso seja aprovada, os empregados da Havan teriam de “arranjar outro emprego”. O empresário também chama a proposta de medida eleitoreira e de estelionato eleitoral.

Em vídeo que circula nas redes sociais, Hang fala a uma multidão de trabalhadores. Ele afirma que “a liberdade de trabalho é de vocês (trabalhadores), não é do Congresso Nacional” e sustenta que a alteração elevaria o custo da mão de obra da Havan em 15%.

Segundo o empresário, esse aumento seria repassado aos preços dos produtos e reduziria o poder de compra dos trabalhadores. Ele também menciona a possibilidade de subemprego, sem registro em carteira, 13º salário e férias, e diz que os empregados teriam de trabalhar mais para comprar os mesmos produtos.

Investigação do MPT

O caso é apurado por meio de uma notícia de fato, após acionamento da deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP). O MPT analisa se Hang usou uma relação de emprego marcada por desigualdade hierárquica para constranger, ameaçar ou induzir trabalhadores a votar de determinada forma.

A investigação ainda está em fase inicial e não representa uma conclusão sobre eventual irregularidade.

Histórico envolvendo a empresa

O episódio ocorre após um acordo firmado entre a Havan e o MPT em 2025. A empresa e Hang se comprometeram a não tentar influenciar o voto dos funcionários nem realizar pesquisas de intenção de voto entre empregados.

O acordo foi firmado depois de uma condenação por assédio eleitoral durante as eleições de 2018, quando Hang apoiou Jair Bolsonaro. Em 2024, Hang e a Havan foram condenados pela Justiça do Trabalho ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos e R$ 1 mil de indenização individual a empregados vinculados à companhia até outubro de 2018. Com as multas previstas na decisão, o valor provisório chegou a R$ 85 milhões.

Texto produzido pela Redação Fato em Curso com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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